Bié: Hospital Missionário do Vouga com serviços dignos de estomatologia

Cunhinga - A entrada em funcionamento dos serviços de estomatologia no hospital missionário do Vouga, no município do Cunhinga, 30 quilómetros a norte da cidade do Cuito (Bié), em Junho deste ano, melhorou significativamente a assistência médica e medicamentosa à população.




FOTO: ROSÁRIO DOS SANTOS
A informação é do director daquela unidade hospitalar, Pedro Mango, em declarações nesta quarta-feira, à Angop, sublinhando que diariamente são consultados cerca de 200 pacientes com problemas dentários.
Pedro Mango avançou ainda que, durante as consultas os pacientes são ensinados as formas de prevenir a doença dos dentes, sobretudo a higiene, que passa em escova-los diariamente ou após as refeições com escova macia e cremes dentais com flúor, diminuir o consumo de alimentos açucarados, beber bastante água para estimular a produção de saliva, e sobretudo, consultar o dentista a cada seis meses.
Segundo ele, a cárie dentária resulta da desmineralização do dente, destruído o esmalte e a camada abaixo (dentina), salientando que a pessoa com dor de dente, tem dor ao mastigar e sensibilidade ao ingerir alimentos ou bebidas quentes, frias e doces.
O Hospital missionário do Vouga, nos anos de 1960 fora considerado o melhor de África, tem capacidade de 300 camas, actualmente comporta 118 camas, está completamente reabilitado e apetrechado com meios modernos de diagnóstico e de tratamento, foi reinaugurado em Janeiro de 2014.
Oferece serviços de medicina, cirurgia, ortopedia, banco de urgência, laboratório para análises clínicas, puericultura, estomatologia, hemoterapia, consultas externas, entre outros.
As obras de reabilitação consistiram na revisão da cobertura, aplicação de novas portas, janelas e tecto falso, novo mosaico e azulejos, execução de nova rede de água potável, esgoto e energia eléctrica. Não foi revelado o valor investido.
A sua reabilitação decorreu no âmbito do Programa de Investimentos Públicos, que visa proporcionar melhores condições sociais básicas às populações, combatendo a pobreza e as assimetrias nas comunidades, através da construção de infraestruturas integradas.
A instituição foi construída em 1954 a mando do então padre Manuel Garcia. Na altura possuía uma capacidade para 300 camas e atendia doentes oriundos de diversas regiões de Angola e de África.

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